Doença inflamatória crônica da pele que causa nódulos dolorosos, abscessos e trajetos que drenam secreção em áreas de dobras — incluindo a região perianal e glútea. Não é contagiosa nem falta de higiene, e tem tratamento.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico: lesões típicas (nódulos, abscessos, trajetos e cicatrizes), em locais típicos (dobras), com história de recorrência. Não existe um exame de sangue que confirme a doença — o olhar treinado reconhece o padrão, e a gravidade é classificada pela extensão das lesões, o que orienta o tratamento. Na região perianal, a avaliação do coloproctologista cumpre um papel extra: diferenciar a hidradenite da fístula anal (o exame proctológico verifica se há comunicação com o canal anal), do cisto pilonidal e da doença de Crohn perianal — a colonoscopia entra quando há sintomas intestinais ou lesões atípicas que levantem essa suspeita. Nos casos extensos, a ressonância magnética ajuda a mapear os trajetos antes de planejar a cirurgia.
Tratamento
O tratamento é conjunto — dermatologia e, na doença perianal, coloproctologia — e combina medidas em várias frentes. Nas medidas gerais, duas têm impacto real e comprovado: parar de fumar e reduzir o peso quando há excesso. Nos quadros leves, antibióticos tópicos e cuidados locais controlam as crises; nos moderados, entram os antibióticos sistêmicos por períodos programados e outras medicações conforme o perfil de cada paciente. Para a doença moderada a grave, os medicamentos biológicos — que agem em alvos específicos da inflamação — mudaram o cenário nos últimos anos, reduzindo crises e drenagem. A cirurgia tem papéis bem definidos. Na crise aguda, a drenagem do abscesso alivia a dor — mas, sozinha, não impede a recorrência, porque a doença de base continua. Nas áreas cronicamente doentes, procedimentos programados tratam de forma definitiva: o destelhamento (abertura do "teto" dos trajetos para que cicatrizem abertos) para trajetos limitados, e a remoção da área de pele doente nos casos extensos, com técnicas de reconstrução quando necessário. O acompanhamento é de longo prazo, como em toda doença crônica — e a meta é realista: espaçar e enfraquecer as crises, secar as drenagens e devolver conforto e confiança. Com o plano certo, isso é alcançável para a grande maioria.
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