Aline Mano — Cirurgia ColorretalAline ManoColoproctologia
Procedimento

Hemorroidectomia

Remoção cirúrgica das hemorroidas — indicada sobretudo quando há componente externo importante

Todos os procedimentos

Cirurgia que remove as hemorroidas doentes. É uma das opções de tratamento cirúrgico, principalmente indicada quando existe componente hemorroidário externo importante, e tem a menor taxa de recidiva — com o manejo atual da dor, o pós-operatório é bem mais controlado do que sua fama.

Ilustração — Hemorroidectomia
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre o procedimento

A hemorroidectomia é a retirada cirúrgica das hemorroidas doentes. É uma das opções de tratamento cirúrgico, principalmente indicada quando existe um componente hemorroidário externo importante; também pode ser indicada em outros graus conforme os sintomas, a anatomia e a falha de tratamentos anteriores, como a ligadura elástica e a THD. É também o momento em que se pode remover o plicoma (o excesso de pele que sobra ao redor do ânus após crises), quando ele incomoda. Vamos falar do elefante na sala: a hemorroidectomia tem fama de cirurgia dolorosa, e essa fama tem fundo de verdade — a região operada é rica em terminações nervosas. Mas o cenário atual é muito diferente do de décadas atrás. Técnicas mais delicadas, bisturis de energia que selam os tecidos, bloqueios anestésicos locais que prolongam o conforto das primeiras horas e esquemas modernos de analgesia mudaram a experiência do pós-operatório. Dói? Nos primeiros dias, especialmente ao evacuar, sim — mas é uma dor tratável, previsível e temporária. Em troca desse pós-operatório mais exigente, a hemorroidectomia é, em muitos estudos, a opção com menor recidiva relatada entre as técnicas disponíveis. Para hemorroidas volumosas e prolapsos importantes, costuma oferecer resultado duradouro consistente. A decisão entre operar ou tentar técnicas menores é sempre individualizada — grau da doença, sintomas, rotina e expectativas do paciente entram na conta.

Quando é indicado

Hemorroidas grau III e IV, com prolapso volumoso
Hemorroidas mistas (componente interno e externo) sintomáticas
Trombose hemorroidária de repetição
Falha de tratamentos menos invasivos (ligadura elástica, THD)
Sangramento recorrente com anemia
Plicomas volumosos associados, com remoção no mesmo ato

Como é realizado

A cirurgia é feita em ambiente hospitalar, geralmente sob raquianestesia (anestesia da cintura para baixo) com sedação — o paciente dorme e não acompanha nada — ou anestesia geral, conforme a avaliação anestésica. O cirurgião remove os mamilos hemorroidários doentes um a um, controlando os vasos que os alimentam. Conforme a técnica escolhida, as pequenas feridas podem ser deixadas abertas para cicatrizar naturalmente (técnica aberta, de Milligan-Morgan) ou fechadas com pontos absorvíveis (técnica fechada, de Ferguson) — ambas consagradas, com a escolha adaptada a cada caso. Instrumentos de energia avançada ajudam a selar os tecidos e reduzir sangramento e dor. Ao final, é comum infiltrar anestésico local na região, prolongando o conforto das primeiras horas. O procedimento dura, em geral, de 30 a 60 minutos. A internação é curta: alta no mesmo dia ou na manhã seguinte, na maioria dos casos, já com o esquema de analgesia e as orientações por escrito.

Vantagens

Baixa taxa de recidiva relatada entre as opções cirúrgicas para hemorroidas
Resolve os graus avançados (III e IV) e as hemorroidas mistas volumosas
Permite remover plicomas no mesmo ato
Resultado duradouro para sangramento e prolapso
Internação curta, com alta geralmente no mesmo dia ou no dia seguinte
Técnicas e analgesia atuais tornaram o pós-operatório bem mais controlado

Recuperação

Aqui vale honestidade completa: a primeira semana exige paciência. A dor é mais notável nas evacuações dos primeiros dias e é manejada com analgésicos programados (não espere doer para tomar), banhos de assento mornos várias vezes ao dia e fezes macias — fibras, muita água e laxativos suaves conforme orientação. Pequenos sangramentos e secreção nas evacuações são esperados durante a cicatrização. A maioria das pessoas retorna ao trabalho entre 1 e 2 semanas, dependendo da atividade; funções muito físicas podem pedir um pouco mais. O desconforto diminui semana a semana, e a cicatrização completa das feridas leva em torno de 4 a 6 semanas. Sentar é permitido desde o início — almofadas comuns ajudam; as de formato anel (boia) devem ser evitadas, pois pioram a congestão local.

Riscos e cuidados

Os riscos mais comuns são os do período imediato: dor (esperada e tratável), sangramento — geralmente pequeno, raramente exigindo reintervenção — e retenção urinária transitória nas primeiras horas. Infecção da ferida é incomum nessa região, que cicatriza surpreendentemente bem. No longo prazo, os riscos são raros, mas precisam ser ditos: estenose anal (estreitamento cicatricial do canal anal, associado a remoções muito extensas — prevenida com técnica cuidadosa), fissura na cicatriz e alterações da continência para gases, geralmente transitórias. Lesão significativa do esfíncter, com incontinência verdadeira, é rara em cirurgia bem conduzida. E vale repetir: hemorroidas removidas não voltam, mas novas podem se formar ao longo dos anos se os hábitos intestinais não forem cuidados.

Tratamos com este procedimento

Quer saber se Hemorroidectomia é indicado para você?

Agende uma avaliação com a Dra. Aline e tenha uma análise personalizada.

Agendar consulta
FAQ

Perguntas frequentes

A fama vem de outra época. Hoje, com bisturis de energia, bloqueios anestésicos locais e analgesia programada, a dor é bem mais controlada — real nos primeiros dias, principalmente ao evacuar, mas tratável e temporária. A imensa maioria dos pacientes, semanas depois, diz que foi mais tranquilo do que esperava e se arrepende apenas de ter adiado.
Sentar é permitido desde o primeiro dia — com desconforto, que melhora a cada dia; prefira almofadas comuns e evite as de anel (boia). A primeira evacuação costuma acontecer em 1 a 3 dias e é o momento mais temido: o segredo é não segurar as fezes, manter tudo macio com fibras, água e laxativos orientados, e usar o banho de assento morno logo depois, que alivia bastante.
Em cirurgia bem indicada e bem executada, sequelas são raras. Pode haver alteração transitória da continência para gases nas primeiras semanas, que costuma se resolver. Complicações duradouras, como estenose ou incontinência verdadeira, são infrequentes e associadas a casos muito extensos — a técnica moderna preserva pele e musculatura justamente para evitá-las.
Trabalho de escritório ou home office: em geral, 1 a 2 semanas. Funções fisicamente pesadas podem pedir 2 a 3 semanas. Academia e esforço intenso costumam ser liberados de forma gradual a partir de 3 a 4 semanas, conforme a cicatrização de cada pessoa.
As que foram removidas, não. Mas a predisposição continua: novas hemorroidas podem se formar ao longo dos anos, principalmente com constipação e esforço evacuatório. A hemorroidectomia é o tratamento com menor taxa de retorno — e cuidar do intestino depois dela é o que protege o resultado.
WhatsAppInstagram